1745

Prefeitura Municipal de Jussari

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Visão Geral

Visão Geral

Bandeira
Brasão
  • Aniversário: 09 de maio
  • Fundação: 09 de maio de 1986
  • Padroeiro (a):Senhor do Bomfim
  • Gentílio:jussariense
  • Cep: 45622-000
  • População: 6000 (estimativa)
  • Prefeito (a): (PSD)
    2017 - 2020

Cultura

As manifestações folclóricas que mais se destacam no município são as festas juninas, ( São João e Santo Antonio), festa de montaria, cavalgadas e o Micareta da Cidade, essas manifestações trazem visitantes à Cidade, alavancando a economia local

Geografia

LOCALIZAÇÃO

Jussari localiza-se na microrregião cacaueira (sul baiano) do Estado da Bahia,Ilhéus/Camacan .



LIMITES



NORTE – Itabuna

SUL – Arataca e camacan

OESTE – Itapé e Itaju do colonia

LESTE – Buerarema

População

População estimada [2018] 5.902 pessoas
População no último censo [2010] 6.474 pessoas
Densidade demográfica [2010] 18,14 hab/km²

Clima

As chuvas são distribuídas uniformemente durante o ano, sendo que nos últimos anos surge à tendência é do inverno se tornar cada vez mais seco. Portanto existe a possibilidade de chover mais no período de janeiro a março e os meses mais secos apresentam entre junho a dezembro. O clima caracteriza-se como quente e úmido, com temperatura variável. A máxima em torno de 38ºC no verão e a mínima 16Cº no inverno.

História

A localidade de Arraial Pina, tornada um dos distritos mais promissores de Itabuna, com o topônimo de Juçari, conseguiu sua emancipação após plebiscito, posteriormente legalizado em 1985. Município criado, com território desmembrado de Itabuna, por força de Lei Estadual de 09/05/1985, com a denominação de Jussarí. A sede foi elevada à categoria de cidade quando da criação do município.
Entre o período de 1906 a 19922 na microrregião cacaueira Estado da Bahia iniciou-se o desenvolvimento do pequeno povoado sub-Distrito do Distrito de Macucu (hoje Buerarema) nesta época o presidente da Republica era Afonso Augusto Moreira Pena, que com interesse de desenvolver a agricultura brasileira facilitou a entrada dos europeus no Brasil (principalmente portugueses), que eram chamados de gringos ou estrangeiros.
Com a chegada dos estrangeiros juntamente com os brasileiros acelerou o processo de desbravamento no berço da Matas Atlântica.
No dia 14 de junho de 1909 o nosso povoado deu inicio com a chegada de vários desbravadores e pioneiros as margens do Ribeirão da Fartura, beirando o Rio Piabanha (origem do nome piaba que continham bastante banha) até o Ribeirão do Olimpio, dezoito desbravadores, dentre eles foram: O primeiro a tomar posse de alguns pedaços de terra foi o senhor Albino Rodrigues Paiva (hoje Jussari). Imitado algum tempo depois por outros corajosos aventureiros recém-chegados, como o senhor Manoel Marinho (onde atualmente situa a Fazendo de Doutor Dalmo), Manoel Pedro Correia (as margens do Ribeirão da Jussara) atualmente Associação Comunitária Viva Vida, o engenheiro Doutor Artur Gonais (hoje fazenda do senhor Agenito Costa), Domingos Vieira (Fazenda Arizona), Helpídio Cerqueira Dias (atual Fazenda de José Mascarenhas), Cecílio Deorato Costa (hoje os herdeiros) e Pedro Vieira (atual Marineda).
Nesta época existia uma sesmaria de terra do Coronel Otavio Berbet, que ia das margens do Rio Piabanha, Rio Colônia, Ribeiro do Olimpio saia até o ribeirão da Água Preta, onde era protegida por trabalhadores com armas de fogo e um tronco para disciplinar qualquer invasor que atrevesse entrar em sua propriedade para caçar ou pescar. Salienta-se que permaneceu um regime luta e resistência dos posseiros e invasores até a revolução do Presidente Getulio Vargas (1930 ? 1945) que provocou modificações na legislação brasileira, no que diz respeito à estrutura econômica e política, revelando preocupação as conquistas sociais e a modernização do país, interferindo também no desenvolvimento dos Estados e municípios, incluindo um dos mais recentes povoados como Jussari.
Em 14 de junho de 1909, com a morte do presidente Martins Afonso Pena, assumiu a presidência o senhor Nilo Peçanha que estabeleceu o regime de criação da Delegacia da Terra, com engenheiros e agrimensores com a intenção de medir, fiscalizar as terras, coletarem impostos territoriais, e estabelecer leis de proteção indígena. Com isso interrompeu a aceleração do desbravamento, permanecendo os mesmos desbravadores até 1922.
No ano de 1917 aqui chegou às margens do ribeirão da Juçara o senhor Marcelino Raimundo Nonato, sua esposa a senhora Antonia Maria de Jesus e mais vinte três pessoas da família, com o objetivo de desbravar matas, a propriedade era do senhor Manoel Pedro Correia. No entanto Marcelino Raimundo Nonato e sua família estabeleceram numa terra inóspita e inexplorada, iniciando um grande empreendimento: plantio de feijão, mandioca, milho, entre outros gêneros alimentícios.
Cinco anos depois, em 1922 aqui chegaram outros desbravadores que foram: Joaquim Gomes e o senhor José Ferreira da Silva, que era agricultor, comerciante, protestante da Igreja Presbiteriana residente em Ilhéus na Vila de Pimenteira onde exercia o cargo de subdelegado de policia, trazendo consigo o tropeiro Melquides Ferreira dos Santos (Dorote). E em 1925 José da Silva Ferreira trousse seu cunhado o senhor João da Cruz de Brito que era evangélico. Daí surgindo uma das primeiras Igrejas Evangélicas na região da Abelha / Olimpio/Bota-Fogo.
O senhor José Ferreira da Silva contratou o senhor Marcelino Nonato com empreiteiro geral para o desbravamento das matas e realizar o plantio de cacau na região do Olimpio. Relatam que os índios que viviam nesta região não aceitaram a fixação por parte dos desbravadores, iniciando-se inúmeros casos de violência entre os grupos.
Em 1922 José Ferreira deu incentivo ao senhor Marcelino Raimundo Nonato juntamente com os outros posseiros para que ali residisse para organizar o povoado recebendo o nome de Mirante, a origem do nome foi por motivo da admiração feitas pelos imigrantes que aqui chegavam e contemplavam bastante as paisagens exuberantes entre matas e as belas montanhas verdejantes, e eles relatavam o tamanho da grandeza que dava uma aparência de um verdadeiro mirante. Neste mesmo ano, chegaram neste povoado outros colonos os senhores: José Honorato Rosa, Roberto Nascimento.
Em 1924, já estava desbravada toda área do Rio Piabanha, e em setembro do mesmo ano, os índios flecharam Melquides Ferreira Santos (Melquides Deorote), incendiaram sua casa. Essa região recebeu o nome de Bota-Fogo, atualmente pertence ao doutor Luiz Henrique Azevedo.
Entre os anos 1925 e 1926 chegaram os senhores: João de Deus e Antonio Cordeiro Dias.
O sonho da organização do povoado do Mirante permaneceu entre 1922 a 1926 em discussões, sem a verdadeira concretização.
Em 1926, Marcelino Raimundo Nonato e seu genro Melquides Ferreira Santos (Dorote), ainda com intenção de formar o povoado de Mirante, reuniram-se com diversas pessoas e fizeram varias barracas organizando um arraial para festejar o São João, com a idéia de implantar na propriedade o povoado do Mirante, tendo como administrador e dono da área o senhor Albino Rodrigues Paiva.
Na mesma noite da festa, a três quilômetros do povoado do Mirante, na fazenda São José, um episódio marcou nossa história, um cangaceiro de nome Agripino Gonçalves, preparou uma emboscada por vingança ao senhor Pedro Vieira devido uma ofensa cantada em versos para a esposa do senhor Agripino, onde o mesmo disparou espingarda com cinqüenta esferas de chumbo, atingindo omoplata (pá). Este fato deu origem das barracas do Pepina-Pá.
Ainda no ano de 1926 aqui chegaram o senhor Sebastião Barbosa e Dona Antonia, trazendo mercadoria de necessidades básicas, promovendo festas nos finais de semana (este lugar era denominada Baixada do Piquí por ficar próximo de um toco de árvore de Piquí), aumentando o fluxo de barracas, que se transformou no arraial do Pinapá.
Em 1932 com a chegada dos senhores: Temístocles Diógenes Ferreira, Carmerindo Diógenes Ferreira, Alcides Brito, Melquides Ferreira Porto, Mundinho rosa, Agnelo Belas Bezerras (1º professor) e outros o arraial se transformou em povoado.

OUTROS DESBRAVADORES DA NOSSA HISTORIA

Em 1934 a região passou a ser Distrito, desmembrando 35.026,3 hectares do território do distrito de Macuco que pertencia a Itabuna, tornando o Povoado do Pinapá, elevando categoria de Vila, com o nome de Juçari, esse nome foi dado devido à região possuir bastante palmeira de juçara (nome de origem indígena), que tinha grande utilidade para a população na confecção de portas, coberturas de casas, e fabricação de remédios.
No dia 14 de junho deste mesmo ano, foi criado o Cartório de Paz e do Registro Civil, tendo como o primeiro Escrivão de Paz o professor Primitivo Alves das Neves, Oficial do Registro Manoel Alvarindo dos Santos e o Juiz de Paz, Melchiades Ferreira Porto. Assim foi criado e instalado Juçari ? o 5ª Distrito na época do município de Itabuna sendo considerado um forte celeiro agropastoril da Zona Cacaueira da Bahia.

OS PRIMEIROS REGISTROS FEITOS:

No dia 16 de junho de 1934, foi feito o primeiro Registro de Nascimento de Ubaldo Freire de Andrade nascido em 13 de dezembro de 1913.
Filho de Sebastião Freire de Andrade e Dona Joana Bispo de Andrade residente na Piabanha, viajaram da sua propriedade, Ubaldo com 21 anos de idade, com idéia de inaugurar o cartório, chegando procuraram o oficial do Registro Civil o senhor Primitivo Alves das Neves, que fez no livro A e página nº 01, o registro do seu filho.
Nesta mesma data o senhor Marcelino Nonato e Antonia Maria de Jesus, fez o registro de Claudia da Paixão Nonato que nasceu no dia 08 de outubro de 1917 às 08 horas na Piabanha distrito de Jussary. Seus avôs paternos: José Raimundo Nonato, Vicência Maria da paixão. Avôs maternos: Francisco Rodrigues dos Reis e Eunália Maria de Jesus. Cláudia com 17 anos iria se casar com Ubaldo Freire de Andrade.


PRIMEIRO CASAMENTO:

Casamento realizado pelo Juiz de Paz o senhor Melchiades Ferreira Porto. Nubentes; Ubaldo Freire de Andrade e Claudia da Paixão Nonato. Casamento realizado em 05 de outubro de 1934 as 15: 00 hora no livro B nº 1. Ele com 21 anos de idade e ela com 17 anos.

PRIMEIRO ÓBITO:

No dia 30 de abril de 1934, morreu neste arraial de tuberculose o indigente sem parente e documentos que provem à existência de familiares sendo sepultado no cemitério local. Foi registrado no livro C e pagina 01.

SEGUNDO ÓBITO:

Pedro Ferreira dos Santos sessenta e cinco anos de idade, casado civilmente. Filho de José Ferreira dos Santos deixou viúva Dona Joana Ferreira e quarto filhos: Marcelino Ferreira dos Santos, Manoel Ferreira dos Santos, Elvira Ferreira dos Santos, Josefa Ferreira dos Santos, residente no Ribeirão do Meio neste Distrito.

PRIMEIRA ESCRITURA DE PAGAMENTO E QUITAÇÃO:

Foi lavrada em 26 de junho de 1934 a escritura de um lote de terra (uma capoeira) com algumas árvores frutíferas, tendo como outorgante: Manoel Ferreira da Cunha e outorgado o Senhor Pedro Bispo dos Santos. A propriedade localizada na região da Cabeceira de Umburana neste Distrito, limitando ao sul com Joaquim Gonçalo, ao poente com João Gertrudes ao norte com João Ferreira da Cunha.

PRIMEIRO CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO, CIVIL:

Realizado no dia 22 de novembro de 1975 pelo Frei José João Monteiro Sobrinho. Nubentes: Olavo Ferreira dos Santos ? Técnico Agrícola nascido em 1950 e Ana Lucia Caetano Alves ? Estudante nascida em 1957 ? ela passou a se chamar Ana Lucia Caetano dos Santos.

Além das personalidades importantes, não se pode esquecer de grandes nomes que aqui chegaram e contribuíram na construção e concretização da nossa história, com Veríssimo Silva Leite (professor e farmacêutico) Regina Alves Monteiro (primeira professora formada) Leonel Batista (mestre de obras), Avelina Varjão, Ermita Midlige, Zulmira Falcão, Maria Serafim de Melo e Nair de Osório (primeiras professoras).
Em janeiro d 1935 tornou-se proprietário de terras o senhor Gileno Amado (hoje Matadouro Municipal) e conseqüentemente trousse com administrador o senhor Agenor de Souza Barreto e sua esposa D. Maria da Glória Alves Barreto.
Outros que aqui chegaram foram: Filadelfo Almeida, Antonio Faustino, João Correia, André Varjão, Rodolfo Cunha, Henrique Araújo, todos decidiram também iniciar o plantio de cacau uma das maiores riqueza do sul da Bahia.
No entanto a pesca era muito praticada no Rio Piabanha, o povoado crescia, apesar dos grandes obstáculos, os desbravadores e outros que aqui chegaram permaneceram e continuaram trabalhando para a concretização de um sonho: Jussari. Depois já era grande número de posseiros, crescia o povoado com residência e casa comerciais, havendo alguns comerciantes fortes como: Hermano Barbosa, na Baixada do piquí (atual Avenida Juracy Magalhães) Miguel Alves do Vale e sua esposa Maria Ferreira do Vale (pais de D. Gloria Barreto) que aqui chegaram em 1937, onde vendia pães e outras mercadorias.
As dificuldades eram diversas, havia apenas um médico o Dr. Helio Veloso, a via de acesso era péssima só estrada para animais, a estrada de chão vinha até pratas, porém neste cenário de lutas pela sobrevivência existiam diversões, como carnaval, quermesses, cordões do senhor José Pereira que saia de manhã mascarado pelas ruas do Distrito.
Em 1945 por promessas da senhora Amélia Amado aconteceu à primeira Santa Missão da Igreja Católica com a participação vários freires foi realizado: batizados, crismas, casamentos.


Turismo

A atração turística do Município é a Serra do Teimoso, uma reserva natural, os campeonatos de Futebol atraem pessoas do municipios Vizinhos, além da tradicional festa de montaria.

Letra do Hino

NOSSA TERRA JUSSARI



1. Entre matas e montanhas verdejantes
Braços fortes triunfantes a surgir
Brava gente trouxe em sua mente
Nossa Pátria consagrada Jussari.

2. Quando Filha pertencia a Itabuna
Hoje és mãe, construindo sua nação.
Terra fértil, banhada pelo Piabanha.
Berço Santo de todos sem distinção.


REF: Tua memória, tua história.
Por teus filhos lembrados há de ser. (BIS)

3. Jussari do negro, índios e bóias frias.
E também dos coronéis
Este torrão perdura de tantas riquezas
O cacau representa que tu és.

4. O teu céu é cintilante e sempre azul
O teu Sol ainda brilha como ouro.
Tuas matas continuam sempre verdes
Teu luar a iluminar este tesouro.

REF: Tua memória, tua história.
Por teus filhos lembrados há de ser.(BIS)

5. No presente muito mais fortalecido
Construiremos um novo amanhecer
Seremos filhos de grandes vitórias
De um futuro glorioso há de ser.

REF: Tua memória, tua história.
Por teus filhos lembrados há de ser.(BIS)